Por vezes protelamos as tomadas de decisão importantes porque tememos o desconhecido. Isto é, como não sabemos o que vai acontecer se tomarmos esta ou aquela decisão, acabamos por preferir o seguro – aquilo que conhecemos. Como por exemplo, podemos continuar no trabalho que é frustrante, do que arriscarmos para prosseguir um sonho, continuar no casamento que já há muito tempo se esgotou em vez de terminar o relacionamento, continuar a suportar as situações de abuso físico e psicológico em vez de lhes por fim…são vários exemplos de situações em que podemos continuar a sofrer, com medo de tomar as decisões melhores para nós.

Podemos até não nos sentir felizes com o presente e ao mesmo tempo não ter capacidade de fazer as coisas de forma diferente porque temos receio do desconhecido. Temos medo de dar o salto, porque não confiamos em nós e na vida. E porque o desconhecido ou o futuro representa sempre uma incerteza, o que pode provocar medo, confusão e talvez algum desalinhamento interior.

Na verdade o medo do desconhecido é um falso problema, pois ninguém sabe o que vai acontecer no futuro, sendo que o futuro pode ser daqui a minutos, horas, amanhã ou depois – será sempre uma incerteza.

Por isso, se protela as tomadas de decisão, aguenta, aguardando por um “milagre” acaba por se habituar ao sofrimento, achando que é normal que esteja a sofrer e/ou que não merece a vida que quer.

É importante tomar consciência de que dificilmente teremos uma vida diferente, se lhe resistirmos, se lhe fugirmos – teremos de correr riscos se queremos ser felizes à nossa maneira! Por outro lado, ao correr riscos não terá a garantia da almejada felicidade, pois a vida é feita de imprevistos e desafios com os quais havemos sempre de lidar para reajustar o passo, repensar e reavaliar. Mas ao atrever-se a ser fiel à construção da sua felicidade, está a ser autêntico/a e genuíno/a naquilo que é e o que deseja, e talvez o seu futuro Eu irá agradece-lo/a pelas decisões que tomou hoje. Permanecer na mesma situação também é uma decisão!

Acredito que a felicidade passa pela expressão dos nossos verdadeiros desejos e construção do caminho que queremos seguir.

Todos temos desejos e sonhos (sabemos o que queremos se aprofundarmos essas questões!), mas às vezes pode haver algo que não nos deixa avançar, que nos limita (medo de ser diferente, insegurança, o que os outros vão pensar…ou outras narrativas que criamos na nossa cabeça); podemos até não confiar nos próprios desejos com receio de lhes dar expressão. E assim vamo-nos habituando a sofrer em vez de dar aquele passo que nos pode “salvar”. Não são os outros que nos vêm “salvar”!

Apenas nós nos podemos “salvar”, aproximando-nos da vida que desejamos, se assim o quisermos.

Escute os seus desejos e sonhos, confie neles e realize-os.

Abrir chat
Olá,
no que podemos ajudar?