Frequentemente, somos nós que complicamos a vida com as preocupações que povoam as nossas cabeças. São pensamentos negativos, projeções, expetativas, preocupações, ideias, prognósticos ou suposições que, por vezes, nem sequer se confirmam. Sofremos por antecipação, ou seja, acabamos por nos induzir a nós mesmos num estado de ansiedade.

A ansiedade pode-se manifestar através de diversos sintomas, como pensamentos negativos, preocupação excessiva ou medo, dificuldade em adormecer ou relaxar, constante irritabiidade e nervosismo, dificuldade em se concentrar, sensação de aperto no estômago.

Envolto em inúmeras preocupações, o Homem do Séc. XXI vive em constante stress. Sente-se só, procurando tantas vezes consolo na utilização desregrada de gadgets ou, pior ainda, no consumo de álcool ou drogas, impulsionado, também, pelos atrativos da vida noturna. Estas são meras formas de anestesia da realidade que só aparentemente satisfazem. Na verdade, e refugiando-se nesse estilo de vida, o sentimento de solidão (e até de arrependimento) é exponenciado, percecionando as pessoas da necessidade de mudar. Mas fazê-lo nem sempre é simples.

A forma como lidamos com a vida e com os problemas depende do nosso estado interior.

Se estamos ansiosos e a viver em conflito, é muito provável que a nossa relação com as pessoas e com o mundo que nos rodeia será desequilibrada. Pelo contrário, se conseguimos encontrar o equilíbrio interior, poderemos lidar com os problemas de forma mais harmoniosa e pacífica.

A gestão emocional é essencial para encontrar esse ponto de equilíbrio, do qual frequentemente os pensamentos são os maiores sabotadores.

Somos excessivamente controlados pelos nossos pensamentos. Perdemo-nos tantas vezes nas profundezas da nossa mente… Lembrar as tristezas do passado e antecipar o futuro, tornar-se escrav@ do medo, viver desligad@ de si e do mundo são alguns dos exemplos de mecanismos que geram ansiedade.

É importante darmo-nos conta desses aspetos, por outro lado não se trata de evitar a ansiedade ou reprimi-la, mas antes senti-la e perceber de onde ela surge. Estamos acostumados a evitar aquilo que nos perturba, a rejeitar essas emoções e sensações, porque muitas vezes doem e são incómodas. Mas quanto mais evitarmos senti-las e abrirmo-nos para elas, mais elas se intensificam.

Outro aspeto a ter em conta na gestão da ansiedade, é aprendermos a aceitar que apenas controlamos aquilo que depende de nós, o restante a vida encarrega-se de oganizar e reorganizar.

A vida está cheia de desafios, revravoltas, situações inesperadas, problemas, e boa parte deles não controlamos. O que podemos fazer é aprender a lidar com eles de forma serena, como fazendo parte da vida.

A vida é o presente, é o aqui e agora. E onde estamos nós?

Habitualmente, dentro da nossa mente  projetamo-nos no passado ou no futuro. Sabotamos a vivência do momento presente.

Por isso o nosso equilíbrio, bem-estar, a felicidade estarão comprometidos se não aprendermos a sentir e a viver o presente. A prática da meditação e atenção plena, o contacto com a natureza, o acompanhamento em desenvolvimento pessoal, a prática de atividades criativas podem ajudar-te na gestão da ansiedade.

 

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