A autoestima é um aspeto muito importante para o nosso desenvolvimento integral e bem estar-emocional.

Segundo José-Vicente Bonet, a autoestima é a perceção avaliativa que fazemos de nós mesmos, que inclui as nossas perceções, pensamentos, sentimentos e tendências comportamentais dirigidos a nós mesmos.  Neste sentido, a autoestima não pode deixar de afetar a nossa maneira de estar e de atuar no mundo e de nos relacionarmos com os outros. A autoestima condiciona as nossas decisões em todas as esferas da vida, trabalho, vida social, lazer, etc.

O mesmo autor destaca que todos nós, construímos uma autoestima suficiente ou deficiente, positiva ou negativa, alta ou baixa…ainda que não o notemos. Importa, por isso, desenvolvê-la de forma mais realista e positiva possível, permitindo-nos descobrir e reconhecer não só os nossos recursos pessoais, mas também as nossas imperfeições e limitações para os superarmos na medida das nossas possibilidades em cada momento, fase e ciclo da nossa vida.

Se não nos damos valor, se não reconhecemos e apreciamos as qualidades e talentos que realmente possuímos, e não aceitarmos com serenidade as nossas limitações, erros e falhas, seremos presa fácil da insegurança e ser-nos-á mais difícil enfrentar e superar os problemas da nossa vida quotidiana.

Por isso o desenvolvimento pessoal e autoconhecimento são importantes para conhecer e reconhecer tanto o lado positivo como o negativo dos traços do nosso caráter e dos nossos comportamentos. Só assim poderemos modificar aqueles aspetos que menos gostamos em nós e fortalecer os nossos recursos e possibilidades.

O Nathaniel Branden, psicoterapeuta, doutor em psicologia e especialista em autoestima destaca alguns dos pilares importantes para o desenvolvimento e o fortalecimento da autoestima, como:

  • Viver o presente de forma consciente.
  • Aceitação total de nós mesmos, com tudo aquilo que somos.
  • Aceitar que somos responsáveis por nós mesmos e pelas nossas ações, ou seja autoresponsabilidade.
  • Prestar atenção ao nosso diálogo interior, desenvolvendo afirmações positivas a nosso respeito – autoafirmação.
  • Respeitar a integridade pessoal, ou seja vivermos de acordo com os nossos princípios, valores e necessidades e não aqueles que nos podem ser impostos pela família, amigos, colegas.

O trabalho de integridade pessoal é essencial, pois quanto mais o nosso modo de viver coincidir com os nossos valores, mais saúde a nossa autoestima terá.

Assim, se acreditarmos que na vida devemos agir de uma maneira e agirmos de maneira oposta, é provável que apareça uma incongruência. Uma sensação desagradável que gera um conflito interior, porque estamos a agir contra a nossa vontade e sistema de valores e crenças.

“Desenvolver a nossa autoestima é ampliar a nossa capacidade de ser feliz”.

Nathaniel Branden

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