Às vezes pode não ser fácil admitir que precisamos de ajuda.

A vida acontece, surgem desafios, percorremos o caminho, sofremos e chegamos ao limite das nossas forças. Pode-se andar com a estranha sensação de insatisfação interior, ou perceber-se que não se gosta da vida que se está a viver, sentimo-nos perdidos, sozinhos, sem ânimo e sem saber bem o que fazer.

Nestes casos, a terapia pode ser uma grande ajuda.

Porque não é preciso sofrer de psicopatologia para recorrer a um terapeuta/psicoterapêuta, porque a terapia ajuda a que as pessoas se situem e orientem, encontrem respostas/sentido para as suas dores, inquietações e crises, e reencontrem também a sua identidade.

A terapia é uma via de autoconhecimento, através do qual se deslumbra uma maior compreensão de tudo o que estamos a viver.

Sucede, muitas vezes, que se evita o confronto com certas situações dolorosas, ou evita-se pensar em algo que provocou dor e sofrimento.

Um exemplo disso, são términos de relacionamentos, em que as pessoas começam imediatamente um outro. Não dão espaço a reflexão sobre o que aconteceu, não vivenciam a perda, ignoram a dor e a aprendizagem que essa situação pode oferecer. Logo a seguir, o ciclo repete-se. Novos relacionamentos, novas ruturas e novas crises.

Quando não nos permitimos reconhecer o estado em que nos encontramos e nos envolvemos com outras coisas para não pensar na situação, fugimos de nós mesmos para se proteger da dor. Mas a fuga é um alívio temporário. Perdemos a oportunidade de nos conhecermos melhor, de transformarmos o que condiciona as nossas tomadas de decisão, de percebermos onde erramos e o que podemos fazer de diferente no futuro.  

Por isso, se não enfrentarmos as situações desagradáveis, perdemos a oportunidade de saber como lidar com elas.

O terapeuta pode ajudar nesse tipo de situações em que faltam recursos para enfrentar as situações que se repetem, para enfrentar a dor e o mal-estar.

Dessa maneira, é possível entendermos que é necessário enfrentar o que nos entristece, o que nos desanima, o que tira a nossa alegria e nos enche de angústia, frustração, confusão e alienação.

Pois só assim, estaremos a preparar-nos para “viver”.

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