A sensação de insegurança paralisa, instala a dúvida na hora de agir, e pode-nos fazer sentir incapazes para dar uma resposta ou empreender um projeto, que faz a nossa cabeça dar mil e uma voltas antes de tomar a decisão, e que nos faz pensar que estamos enganados e que nunca acertamos, ou que não temos sorte na vida, que nos faz procurar a aprovação dos outros, ou desconfiar das nossas capacidades e temer as críticas.

A insegurança, se não trabalhada e compreendida, pode-se transformar numa constante que vai condicionar as experiências que porventura gostarias de viver, mas que talvez não te permites, porque o sentimento te bloqueia para avançares.

Muitas vezes as experiências vividas na infância, situações traumáticas ou dores do passado não resolvidas, podem levar ao desenvolvimento da insegurança.

Na infância se crescemos mais ou menos protegidos, no futuro, e quando adultos podemos sentir mais ou menos segurança. Ao tornarmo-nos dependentes das decisões dos outros, deixamos de maneira insconsciente que sejam os outros a decidir por nós. Por isso, quando sais da “bolha de proteção”, podem instalar-se dúvidas e medos.

A insegurança mascara a baixa autoestima, o medo de assumir a responsabilidade e falta de confiança para tomar decisões satisfatórias.

Sem a segurança interna que gera confiança e o afeto autêntico, tona-se mais difícil enfrentarmos os desafios mais básicos como relações e o trabalho, comprometendo também a nossa capacidade de nos sentirmos felizes.

As consequências da baixa autoestima podem ser diversas, desde as crianças serem objetos de bullying e maus tratos na escola, até a vivência de relações de codependência que ainda pioram mais a autoestima.

Todo o nosso equilíbrio emocional depende da autoestima, que se torna uma variável fundamental para o nosso bem-estar. Por isso, e tendo em conta a relação direta entre a autoestima e insegurança, devemos ter cuidado com  o nosso diálogo interior, que deve ser focado nas nossas virtudes e qualidades, ser amável e compassivo. Caso contrário, estamos a ser prejudiciais a nós mesmos com pensamentos negativos, autocrítica e sendo incapazes de nos amar pelo que somos.

Aquilo que dizemos a nós mesmos vai alimentar ou corroer a autoestima, embora seja importante percebermos que a autoestima não é uma dimensão estável, ela pode ser afetada pelas experiências que passamos: os maus-tratos, as perdas, os acidentes, o impacto das relações amorosas entre outras.

Sentires segurança em ti mesmo, não significa estares isento de riscos ou enganos, todos eles fazem parte do jogo da vida, mas dá te uma estrutura positiva para enfrentares as circunstâncias e assumires as consequências dos teus atos, sem medo e preocupações excessivas, que te podem atormentar se te sentires mais inseguro ou insegura.

A melhor maneira de aumentarmos o sensação de segurança é elevarmos a nossa autoestima, algo que podes fazer através do desenvolvimento pessoal. Esse trabalho interior permite-te reforçares a confiança em ti, reconheceres as tuas capacidades e aceitares-te como és. Gostares de ti independentemente das circunstâncias e o julgamento dos outros.

O que te vai fazer sentir mais livre e portanto, mais seguro ou segura.

Atreve-te a nascer para uma vida em que te sentes seguro/a, confiante e em paz.

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